À primeira vista
Cada linha do poema
É a verdade suprema
Só porque está no papel.
(Jay Vaquer)
Segredos, cigarros e momentos.
À primeira vista
Cada linha do poema
É a verdade suprema
Só porque está no papel.
(Jay Vaquer)
Segredos, cigarros e momentos.
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Marcadores: tudo de blog, ãa?
Em uma das poucas aulas de filosofia que fiquei acordada aprendi que o homem demorou a ter noção de civilização. Mas será que já teve mesmo? Um episódio como o da menina na Uniban serviu apenas para me mostrar mais uma que, por mais que tentemos, nunca seremos racionais. Ou você realmente acha que agredir verbalmente alguém apenas pelo tamanho de sua roupa é algo digno de um ser pensante? Ou todos os alunos da faculdade citada se acham no direito de ofender uma colega e fazê-la chorar apenas pelo modo como ela se sente bem vestida? Um vestido curto, uma expulsão, muita humilhação. Não uso roupas curtas e apertadas, não me sinto confortável. Mas há quem se sinta, há quem goste. E, afinal, não foi para isso que criamos a liberdade de expressão? Para mostrarmos ao mundo o que pensamos,, como fez a estudante, mas não podemos fazê-lo agindo como animais, como fizeram todos os outros.Marcadores: criticando, tudo de blog
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Não zombe dos meus sonhos. Pode falar da mãe, dos amigos e do papa, mas jamais faça pouco do que eu desejo para mim. Posso até ficar irritadinha com algumas coisas, mas raiva mesmo eu tenho quando alguém ri do que eu quero. Não me faça te odiar. Não diga que narrativas são historinhas e qualquer criança pode fazê-las. Nem pense em pronunciar que teatro é para aqueles que querem se esconder em personagens. Não, não e não! Não opine sobre isso de forma agressiva ou toda a minha agressividade será despejada em cima de você. E serão quilos de palavras, centenas de argumentos, horas de dor de cabeça e olhos raivosos. Porque não há nada que me estresse mais do que o pré-julgamento, os rótulos. Então nem ouse em pensar algo precipitado sobre meu futuro. Ou melhor, o faça. Quando eu estiver no palco de alguma premiação qualquer eu vou poder rir. Rir e agradecer por toda a falta de apoio que você me deu e toda a força de vontade que isso gerou. Não brinque com o fogo, eu posso te queimar.Marcadores: tudo de blog
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venho por meio desta demonstrar todo o meu amor e admiração por vocês. Me arrependo por não ter lhes dado o valor que merecem. Me perdoem pelas aulas dormidas e toda a bagunça. Eu não fazia ideia do quão importante vocês são para mim. Obrigado por terem depositado tanta confiança em mim, por terem me forçado a ser meu melhor. Sei que não passamos momentos muito agradáveis juntos, é verdade. Foram diversas notas baixas, brigas e até mesmo algumas lágrimas. E sou muito grata por tudo isso. Grata pelos sermões, com eles aprendi o que é certo e errado. Sei que ainda terei diversos professores e que seria precipitado e clichê dizer que vocês foram os melhores. Mas de uma coisa devem ter certeza: estão marcados na minha vida. Me ensinaram valores, me fizeram descobrir talentos que eu nem sonhava que tinha. E se hoje entendo que a vida cobra muito mais do que eu pensava, é porque vocês me mostraram isso. Não foram apenas datas, filósofos, letras e parágrafos. Foi muita dedicação. Talvez vocês não façam ideia do quanto eu tenho sentido falta, de como eu daria tudo para poder passar um dia inteiro tendo aquelas aulas, as dobradinhas, como eu queria fazer uma prova. O tempo vai me apagar de suas memórias. Afinal, são muitos rostos. Mas eu jamais esquecerei do sorriso de deboche, do olhar de compaixão.
Ela sempre foi a menininha, pequenininha, frágil. Ele era o forte, inteligente e cabeça dura. E mesmo assim os dois conviviam bem. Há quem diga que foi pura sorte, que casos assim são raros e isso não vai durar. Adivinharam. Os olhos dela perderam o brilho, a intensidade. As lágrimas sempre foram frequentes, mas agora ela já não o tinha mais por perto para acalmá-la. Sentia falta de lhe desejar boa noite, dizer que o amava e que a amizade seria eterna, nem que fosse na memória. E de fato é. Ele relembra algumas vezes, ela jamais esqueceu. A foto dele ainda está no porta-retratos, os textos continuam na cabeceira da cama. Será que ele era capaz de imaginar o quanto ela sente falta? Será que, mesmo depois do tempo, ele vai conseguir entender se ela disser que precisa daquele abraço? Ela precisava de alguém para confidenciar todos aqueles segredos amontoados embaixo da cama, mas sabia que não seria capaz de confiar em outra pessoa. O espaço que ele ocupava continua vazio e ela não vai permitir que ninguém o preencha. O presente ainda está no fundo do armário, mas o aniversário já passou. A camisa que ele lhe dera era a peça mais usada de todo o seu guarda-roupas. Se ele ao menos soubesse o quanto a vida dela tinha mudado, como estava tudo tão errado. Se ela ao menos pudesse lhe entregar o presente, lhe desejar o parabéns que ele merece. Se ambos pudessem voltar atras, se ambos concordassem com isso.Marcadores: dedicatórias, histórias, lembranças, perdas, postit, ãa?
Mayara de Carvalho, 16 anos, secundarista. Estressadinha e possessiva. Cabelos ondulados com alguns pseudo-cachos que cismam em ficarem lisos vez ou outra. Futura atriz. Apaixonada por textos narrativos e péssima em redações escolares. Louca por chocolate quente europeu e moda, apesar de nunca segui-la. Quieta e falante. Gordinha e magricela. Contraditória. Gosta de se colocar no lugar das pessoas para viver a dor que elas sentem. Gosta da dor, acha fascinante. É péssima em inglês, mas seu espanhol compensa isso. Ama Meg Cabot e não entende porque todos preferem Stephanie Meyer. Chora por tudo e não aguenta ouvir um não como resposta. Prefere o mundo real, mesmo que sua vida toda esteja relacionada ao virtual. Pretende publicar um livro com seus contos até seus 20 anos. Vai prestar teatro na UFRGS. Louca por meia-calça, all star e sorrisos sinceros. Odeia pessoas efusivas demais. Não suporta grude e paparicos (a não ser os do namorado), já basta ela fazer isso. Olhos castanhos, assim como os cabelos. Ambos clareiam com o sol e escurecem mais em dias nublados. Por falar nisso, ela ama dias nublados. Adora aquela garoa fina matinal. Não pretende ser jornalista e nem fotógrafa, como muitos já sugeriram. Mas ama fotografia. Pariticpa do grupo de apoio do caderno Folhateen, do jornal Folha de São Paulo. Tem medo de insetos, tempestades e água. Não suporta praia, o que é engraçado pois é para lá que ela vai todas as férias. Ama sotaque carioca e mineiro. Se pudesse ter nascido em outro lugar, desejaria que fosse na Argentina. Não desgruda um dia sequer do notebook, palmtop, celular, iPod, câmera e filmadora. É tecnológica até demais. Não consegue ser organizada, apesar de ter seu quarto lotado de PostIts com lembretes de tudo. Nunca tem espaço para escrever na sua agenda, mas nunca cumpre tudo que escreve nela. É bem humorada pela manhã e chata durante a tarde. Não sabe fazer piadas engraçadas e é ironica até demais. Usa e abusa de hipérboles, talvez porque sua vida já seja a maior delas. Escreve para se sentir melhor, desabafar, mostrar ao mundo como se sente. Paulista com orgulho, corinthiana de coração.
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